Mostrando postagens com marcador Buenos Aires. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Buenos Aires. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Enquanto isso na Argentina - II

Ler post anterior
Parapeito de papel: Enquanto isso na Argentina

Hoje a Globo News repercutiu a manchete do Clarim sobre o pedido de prisão da ex-presidente Isabelita Perón. Aqui é difícil acompanhar em detalhes o que ocorre em outros países. Este é mais um exemplo. Enquanto estive lá, li que sua gestão está sendo investigada e já haviam denúncias sobre seus principais assessores (corrupção, desvio de verbas e atrocidades). Em breve esperava-se que ela seria atingida. A matéria no jornal dava mais destaque, no entanto, à sua solidão, ressaltando o fato de que nem as amigas a visitavam mais.
Certamente, não basta nos basear na leitura da grande imprensa local para termos mais informações do que ocorre no mundo. Há que se percorrer um caminho mais árduo de buscar a imprensa alternativa e além do mais discernir quem é quem. Não é fácil. Dá trabalho. Por isso nos acomodamos à leitura filtrada que nos é proporcionada pela nossa própria imprensa.
Mas, enfim, o interessante de buscar a imprensa alternativa - imprensa ou online, é que tentamos escapar das versões oficiais.
Há muitos anos, ouvi num curso de História da Arte, do prof. da USP Nicolau Cevcencko, que a história da arte é, no fundo, a história dos vencedores, uma vez que só foram preservadas as obras consideradas de valor pela classe dominante. A versão oficial da arte, sob o ponto de vista dos vencedores.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Enquanto isso na Argentina

Cada vez mais tenho consciência do quanto acontece no mundo e que nós não tomamos conhecimento. O mundo globalizado só garante que a filtragem de informações é mais eficaz.
Passando o fim de ano em Buenos Aires, acompanhei pela TV e jornais locais o que só o Clarim online nos daria conta, se estivéssemos atentos: nos processos em curso em decorrência da ditadura militar, testemunhas contra os torturadores da década de 70 são sequestrados.
Um deles continua sumido. Durante os poucos dias na Argentina vimos um ex-militante da década de 70, Luiz Gerez, ser sequestrado e libertado 40 minutos após um pronunciamento de Kirchner. Gerez havia testemunhado contra seu ex-torturador, que foi impedido de tomar posse num cargo legislativo.
O fato de repercussão nacional e até internacional fez com que Kirchner, reeleito presidente, fizesse seu segundo pronunciamento pela televisão. A população temendo o fortalecimento da direita, o governo tentando demarcar sua força, a maioria dos turistas alheios aos inesperados fatos.