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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 27 de junho de 2009
Quem é "o cara"
Lula não é o cara. Esse ai em baixo é o cara!!!!!
Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'
Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.
Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'
ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS!
POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O dia 17/06/09 na história
"Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. " (UOL)
Após 40 anos de obrigatoriedade do diploma, a profissão deixa de ser regulamentada. Pode ser exercida por qualquer um em nome da livre expressão. Assim como em outras atividades, o destino não será as empresas jornalísticas preferirem contratar pessoas não formadas para
pagar menos (sem teto salarial estabelecido para a categoria)?
Fato triste do dia:
"Palmeiras perde gols demais no Uruguai e deixa a Libertadores" (Globo.com)
A torcida pediu a saída de Luxemburgo, mas Beluzzo disse não. Sem comentários.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Notícia em letras minúsculas
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Erro voador no Globo.com
terça-feira, 14 de abril de 2009
Outra vez no Globo.com
domingo, 5 de abril de 2009
Mais um erro no Globo.com
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Erro no Globo.com
Volta e meia vejo um erro de ortografia, concordância ou digitação na Internet.
Lembro de um amigo que era jornalista revisor e de como sua área tornou-se difícil em relação à empregabilidade.
Enquanto isso, os erros são cotidianos.
Nos grandes portais o erro não costuma durar muito. A interatividade com os internautas às vezes os faz incluir um link para reportar erros.
No Globo.com não há esse link.
No dia 02/04/09 a home mostrava a chamada "Arquivos da ditadura será divulgados na internet, diz Dilma".
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sensacionalismo inglês
A única explicação para que essa notícia veiculada por um tabloide inglês (The Sun) mostrando um casal de adolescentes que teve um filho repercuta no Brasil é que:
- embora no Brasil seja comum mães adolescentes, esse fenômeno tem crescido na Inglaterra mas ainda é recente;
- nem sempre os pais da criança têm a mesma idade - nesse caso o garoto é mais novo e aparenta ser mais novo ainda;
- a ingenuidade das respostas e dúvidas do garoto chama a atenção e reflete uma desinformação e falta de maturidade que os adolescentes brasileiros da mesma idade não têm.
O Brasil passa por isso há décadas.
Agora o órgão regulador da imprensa britânica investigará se houve quebra de ética na divulgação da estória.
sábado, 28 de julho de 2007
Mais efeitos da lógica do lucro
| 28/jul | G1 - Globo | Turbina explode e avião chega ao Rio com 17 horas de atraso |
| Avião da Ocean Air teve de fazer pouso forçado em Ilhéus (BA). | ||
| Parentes dos passageiros não receberam qualquer informação da companhia aérea. | ||
| 28/jul | G1 - Globo | Airbus da TAM apresenta problema na asa esquerda no RS |
| Passageiros viram fumaça e comunicaram a tripulação. | ||
| Avião retornou para Porto Alegre e passou por uma "manutenção preventiva”. | ||
| 28/jul | G1 - Globo | Avião da FAB faz pouso não-programado em Goiás |
| Aeronave seguia para Brasília, mas um dos pneus do trem de pouso estourou. | ||
| Antes de aterrissar, avião teve de gastar o combustível. |
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Turbinas, pousos de emergência, quedas, explosões
É ver a amostra abaixo e perceber que os aviões estão tendo muitos problemas técnicos. Mas não se fala nada sobre os aeroportos.
| 25/jul | G1 - Globo | Avião da TAM pousa após problema na turbina |
| Airbus ia de Salvador a Curitiba e fez pouso imprevisto em Londrina. | ||
| Passageiros viajaram 400 quilômetros de ônibus. | ||
| 24/jul | G1 - Globo | Avião aterrissa sem trem de pouso em Belém |
| Aeronave de pequeno porte partiu de São Luís (MA). | ||
| Quatro passageiros que estavam a bordo não ficaram feridos. | ||
| 22/jul | G1 - Globo | Avião da BRA faz pouso de emergência em Lisboa após problema na turbina |
| O Boeing 767 estava com 225 pessoas a bordo. | ||
| Ninguém ficou ferido; passageiros estão em hotéis. | ||
| 21/jul | G1 - Globo | Avião de pequeno porte faz pouso forçado no Maranhão |
| Aeronave seguia para a cidade de Parnaíba, no Piauí. | ||
| Seis tripulantes estavam a bordo do avião. | ||
| 14/jul | G1 - Globo | Avião cai no ES, atinge um poste e uma casa, mas ninguém fica ferido |
| A queda do avião pode ter sido causada por perda de potência no motor. | ||
| O monomotor colidiu com a asa direita no poste, depois contra uma casa. | ||
| 13/jul | G1 - Globo | Avião explode e mata três no Pará |
| Acidente aconteceu próximo a uma pista de pouso em área de garimpo. | ||
| Aeronave caiu logo após a decolagem e explodiu. | ||
| 16/jun | G1 - Globo | Avião bimotor cai em lagoa na Bahia |
| Aeronave havia decolado com destino a Belo Horizonte. | ||
| Pilotos foram hospitalizados em condição estável. | ||
| 8/jun | G1 - Globo | Avião faz pouso forçado em rodovia de MG |
| Ultraleve rodou na pista da BR-491; ninguém ficou ferido. | ||
| Um guincho rebocou a aeronave e deixou o trânsito lento. | ||
| 8/mai | G1 - Globo | Avião faz pouso forçado no aeroporto de Brasília |
| Um avião modelo Seneca desceu sem o trem de pouso na manhã desta terça-feira (8). | ||
| O incidente não atrapalhou o funcionamento do aeroporto. | ||
| 4/mai | G1 - Globo | Avião faz pouso forçado no Santos Dumont |
| Aeronave tipo Cesna teria se chocado com um pássaro. | ||
| Avião é de pequeno porte. | ||
| 23/mar | G1 - Globo | Avião faz pouso de emergência em Goiás |
| Monomotor de escola de aviação de Goiânia levava instrutor e aluno. | ||
| Pouso foi acompanhado por equipes de socorro. Ninguém ficou ferido. | ||
| 21/mar | G1 - Globo | Avião faz pouso forçado em Campo Grande |
| Aeronave da TAM, com 80 passageiros a bordo, teve problema hidráulico. | ||
| Houve tumulto dentro do Fokker 100, mas ninguém ficou ferido. |
terça-feira, 24 de julho de 2007
Seguindo o Guia de Princípios
“A TV Cultura decidiu não veicular nem ceder imagens captadas ontem por sua equipe de reportagem, mostrando a seqüência da queda de uma suposta funcionária da TAM do alto do prédio da empresa, atingido por uma aeronave. A emissora considera que são imagens fortes, cuja divulgação não condiz com as normas que devem orientar a prática do Jornalismo Público. Conforme o Guia de Princípios do Jornalismo Público, “destacar só os desvãos mais sombrios dos fatos gera nas pessoas um entendimento fatalista do mundo, que deixa de ser um projeto humano, resultado da vontade dos homens, para se tornar uma sucessão de eventos inexoráveis sobre os quais nunca se pode interferir”.
Vírus da velocidade
Será que estão contaminados por algum vírus da velocidade que os impede de checar os dados e seguir os preceitos básicos do bom jornalismo?
Nos últimos dias na cobertura do acidente com o vôo 3054 ocorreram vários exemplos, que estão indignando não apenas a pessoas como eu, simples espectadoras, mas também muitos jornalistas preocupados com a seriedade da profissão.
Jayme Serva falou esta semana sobre o sensacionalismo e a falta de discernimento.
Leusa Araujo falou das informações falsas.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Na esteira da eleição das novas 7 maravilhas do mundo, "o caderno Mais!, da Folha, realiza até quarta-feira, 4 de julho, a enquete "Sete Maravilhas". Foram escolhidas sete áreas: arte, cidades, ciência, cinema, filosofia, internet e literatura. As indicações foram dadas por especialistas convidados pelo caderno. O resultado será anunciado na edição de 8 de julho." (da Folha de S. Paulo).
Não apreciei todas as indicações, mas quem quiser vê-las ou votar pode acessar "Sete Maravilhas".
Não sei porque Música ficou de fora. Há detalhes como em Arte uma das indicações ser da filmografia completa de um cineasta, o que seria redundante pois já há a categoria Cinema. Também faltaram links para ver ou conhecer melhor cada obra indicada, o que costuma existir na maioria das votações online bem produzidas.
Como cada lista de indicações veio de um especialista convidado, também caberia um link de referência do especialista.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Decepção nos melhores momentos do Prêmio TIM
No domingo a Rede Globo transmitiu os melhores momentos do Prêmio TIM de Música, que esse ano homenageou Zé Kéti.
Não é a primeira transmissão de um compacto de premiação que assisto e que me dá a sensação de que isso é feito por obrigação, faltando muito com o respeito ao telespectador.
Mas a responsabilidade nesse caso pode ser da patrocinadora do Prêmio, que deve estar pagando pelo espaço.
É certo que se trata de um compacto, mas mostrar apenas os vencedores, sem citar ainda que rapidamente os concorrentes é omitir uma informação relevante para o público e desmerecer os participantes. Uma simples lista na telinha resolveria a questão, enquanto se anuncia o(a) vencedor(a).
É claro que o ideal seria que o compacto não fosse tão compacto, pois o público perde a oportunidade de conhecer brevemente alguns concorrentes que ainda não são famosos mas mostraram seu valor para ter sido selecionados para a competição.
Parece ser o caso de Patricia Mellody, cantora piauiense (nascida no Rio de Janeiro, de pais do Piauí), que concorria na categoria Melhor Cantora em Canção Popular, na qual a vencedora foi a veterana Joanna.
Mas vemos que mesmo na Internet, onde não há problema de tempo de transmissão, só aparece a lista dos vencedores. No O Globo Online, por exemplo.
A cobertura entra para a história, portanto, como sinônimo da própria história, na qual geralmente só aparecem os vencedores.
Quem quiser saber mais, pesquise na Internet sobre o Prêmio da TIM.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Para saber ou para não esquecer (I)
Escravidão - Trabalhos forçados- Passados 200 anos do fim do tráfico de escravos no Atlântico, milhões de adultos e crianças continuam sendo vendidos para trabalhar na prostituição, na agricultura ou na mineração, em condições degradantes, em troca de pouca ou nenhuma remuneração.
- Organização Internacional do Trabalho estima que 12,3 milhões de pessoas são vítimas do trabalho forçado. Já a ONG norte-americano Free the Slaves estima que haja 27 milhões de pessoas nessa situação.
- Especialistas da ONU e de outras entidades afirmam que o tráfico humano movimento 32 bilhões de dólares -- 10 bilhões com a venda de indivíduos, e o restante com os lucros de suas atividades. Fonte: Reuters
- Mais de um milhão de mulheres trabalham como escravas sexuais para redes internacionais de tráfico de pessoas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
- São vítimas de um negócio que fatura US$ 32 bilhões por ano no mundo. Na ponta do esquema, estão aliciadores, na maioria das vezes, da própria comunidade em que elas vivem. No Brasil, um 'olheiro' ganha cerca R$ 600 por "escrava", segundo os cálculos dos serviços de assistência a vítimas.
- Em 2000, os países da ONU assinaram em Palermo, na Itália, um protocolo que em linhas gerais define o tráfico de pessoas como o "recrutamento" ou "transporte forçado" de pessoas, em que uma tem "autoridade sobre outra para fins de exploração". Fonte: BBC
- Atualmente, 2,6 bilhões de pessoas - metade da população dos países em desenvolvimento - vivem em locais sem condições básicas de saneamento.
- Os problemas relacionados à falta de acesso à água adequada matam mais de 1,6 milhões de pessoas todos os anos. Fonte: BBC
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Enquanto isso na Argentina - II
Parapeito de papel: Enquanto isso na Argentina
Hoje a Globo News repercutiu a manchete do Clarim sobre o pedido de prisão da ex-presidente Isabelita Perón. Aqui é difícil acompanhar em detalhes o que ocorre em outros países. Este é mais um exemplo. Enquanto estive lá, li que sua gestão está sendo investigada e já haviam denúncias sobre seus principais assessores (corrupção, desvio de verbas e atrocidades). Em breve esperava-se que ela seria atingida. A matéria no jornal dava mais destaque, no entanto, à sua solidão, ressaltando o fato de que nem as amigas a visitavam mais.
Certamente, não basta nos basear na leitura da grande imprensa local para termos mais informações do que ocorre no mundo. Há que se percorrer um caminho mais árduo de buscar a imprensa alternativa e além do mais discernir quem é quem. Não é fácil. Dá trabalho. Por isso nos acomodamos à leitura filtrada que nos é proporcionada pela nossa própria imprensa.
Mas, enfim, o interessante de buscar a imprensa alternativa - imprensa ou online, é que tentamos escapar das versões oficiais.
Há muitos anos, ouvi num curso de História da Arte, do prof. da USP Nicolau Cevcencko, que a história da arte é, no fundo, a história dos vencedores, uma vez que só foram preservadas as obras consideradas de valor pela classe dominante. A versão oficial da arte, sob o ponto de vista dos vencedores.
domingo, 7 de janeiro de 2007
Enquanto isso na Argentina
Passando o fim de ano em Buenos Aires, acompanhei pela TV e jornais locais o que só o Clarim online nos daria conta, se estivéssemos atentos: nos processos em curso em decorrência da ditadura militar, testemunhas contra os torturadores da década de 70 são sequestrados.
Um deles continua sumido. Durante os poucos dias na Argentina vimos um ex-militante da década de 70, Luiz Gerez, ser sequestrado e libertado 40 minutos após um pronunciamento de Kirchner. Gerez havia testemunhado contra seu ex-torturador, que foi impedido de tomar posse num cargo legislativo.
O fato de repercussão nacional e até internacional fez com que Kirchner, reeleito presidente, fizesse seu segundo pronunciamento pela televisão. A população temendo o fortalecimento da direita, o governo tentando demarcar sua força, a maioria dos turistas alheios aos inesperados fatos.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Essa semana uma decisão promete polêmica e quem sabe, mudanças no mundo da moda.
A SPFW (São Paulo Fashion Week) proibiu menores de 16 anos de desfilar.
Segundo a imprensa noticiou "Por lei, é proibido um jovem com menos de 18 anos trabalhar. Em todo o mundo, somente as semanas de moda de Paris e Milão barram as menores de 16 anos. Porém, quando um dos pais está presente, a Justiça autoriza a participação. Em Madri, a restrição vale para aquelas com o Índice de Massa Corporal inferior a 18,5, considerado normal."
Um promotor da Infância e Juventude de São Paulo, afirmou que "impedir que meninas tão novas ingressem no mercado da moda foi uma inovação". Inovação ou cumprimento da lei?



