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quinta-feira, 19 de março de 2009

Trilha sonora das 8

Depois reclamam da falta de empatia do público com o casal Maya e Bahuan!
Depois reclamam que não há química.
Só hoje a música tema do casal tocou umas 3 ou 4 vezes, porque era a véspera do casamento de Maya com Raj.
"Onde você estiver, não se esqueça de mim..."
Eu admiro Nana Caymmi, que inclusive não tem culpa da música dela ter sido escolhida, mas como trilha sonora seria mais apropriada para o casal que não chegou a se casar, Cadore e Cidinha, os adoráveis Elias Gleizer e Eva Todor! Ou para o futuro amor proibido de Opash e Chiara, que por enquanto só apareceu nas revistas de tv.
Cadê a inspiração do Mariozinho Rocha? Em épocas passadas ele costumava acertar mais na mosca.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Como salvar as novelas da Globo?

O colunista do UOl, Ricardo Feltrin, publicou hoje que a Rede Globo está convidando jornalistas, publicitários, pedagogos e psicólogos para tentar descobrir formas de cativar os telespectadores que vêm se afastando cada vez mais de suas novelas.
Grupos de pesquisa com donas de casa ajudam a detectar personagens que não estão agradando e dificuldades de entendimento das tramas, por exemplo.

Creio que há outras formas de mensurar as razões dos fracassos de audiência.
Lendo alguns blogs, por exemplo, vi inúmeros comentários questionando a exposição da cultura indiana ("Caminho das Índias"), em vez da cultura nacional que tem uma riqueza regional ainda inexplorada, a não ser de forma estereotipada.

Alguns exemplos que os irritam e que acho que a Globo tenta ignorar:
  • semelhanças com a trama de O Clone, criando quase uma ponte aérea Rio-Marrocos (agora Rio-Dubai-Índia);
  • a novela vai abordar o casamento infantil - dizem que a prática já é proibida na Índia há 10 anos (mas o sistema de castas também foi retirado da Constituição, mas persiste na prática);
  • atores fazendo os mesmos papéis, sem nenhuma variação de interpretação (citam Vera Fischer e Caco Ciocler)
Outros exemplos que me irritam particularmente:
  • a personagem Duda é muito burra - namorando há 2 anos com Raj, ia casar-se com ele, mas não sabe nada da cultura dele. O risco do impedimento de casar com uma estrangeira não passava pela cabeça de nenhum dos dois? A prática dos pais escolherem a noiva e o noivo só conhecê-la depois não era do conhecimento dela.
  • a novela insiste em mostrar costumes indianos como superstições, causando uma impressão negativa no público. É exagerado que em quase toda cena apresentem algum costume dessa forma. Foram até tema de reportagem do Vídeo Show. Na prática, do ponto de vista antropológico, é um reforço do etnocentrismo ocidental. Todas as culturas possuem algum tipo de superstição. No entanto, as crenças tem que ser entendidas dentro do seu contexto. Mesmo se a autora da novela não teve essa intenção, é o que a edição da novela e a emissora tem transmitido.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Opinião dos indianos


Ainda não repercutiu na imprensa o que os indianos (principalmente os que moram no Brasil) estão achando da novela "Caminho das Índias".
As novelas anteriores de Gloria Perez causaram reação nas comunidades cuja cultura foi mostrada em suas tramas, por exemplo, entre os ciganos e os marroquinos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Males da novela das 8h

Em geral na novela "A Favorita", padece-se de um mal - muitas vezes grave, mas de 1 certo tipo de mal que envolve a vida de cada personagem.

Por exemplo, Catarina (seu marido), Cida (a traição à irmã no passado), Céu (o amor não correspondido de Cassiano), Alícia (o pai corrupto), Elias (a traição de suas mulheres), Augusto César (o abandono), Stela (o preconceito aos gays), Copola (a esposa megera), Irene (a nostalgia do passado), Flora (a assassina), Donatela (a vítima).

Mas a biografia de Lara, se olharmos bem friamente os fatos, é de uma "pobre menina rica" mesmo:
- Cresceu no meio de mentiras e ilusões;
- Foi retirada da mãe aos 3 anos de idade;
- Foi criada por seu verdadeiro pai, achando que ele era seu padrasto malvado;
- Sua mãe é uma assassina fria, seu pai verdadeiro é um cafajeste, seu avô paterno é um trambiqueiro, seu avô materno é viciado em jogos de azar;
- Sofre por achar que sua mãe adotiva era assassina e está morta;
- Herdou milhões de sua mãe adotiva, mas logo ela aparecerá viva;
- Sua rival está grávida de seu (rico, sem saber) namorado, e ela saberá disso em breve.

Ela é a verdadeira "favorita" das desgraças, a não ser pelo fato de que no final feliz da novela, a maldição se desfaz com a magia da proximidade da próxima novela: ela fica com o mocinho lindo, sensível e rico; ganha de volta a mãe que a ama de verdade; continua rica; livra-se de mãe assassina, pai e avô que não prestam; forma-se na faculdade e anos depois torna-se uma deputada engajada na luta pela preservação do ambiente (este último fato é uma contribuição aos autores da novela - exijo meu crédito!)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Beijos evitados, beijos estimulados

Enquanto a Rede Globo evita mostrar um beijo gay a cada novela das oito, o portal Globo.com quase todo dia publica uma foto de um beijo lésbico entre celebridades internacionais ou os tradicionais selinhos entre famosas heterossexuais brasileiras.

Vide Adriane Galisteu e Luiza Brunet na edição de hoje do site EGO.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O verdadeiro paraíso tropical

Percebo que o tema central de "Paraíso Tropical" é a prostituição. A guerra corporativa na rede hoteleira, o velho combate irmã gêmea boa-irmã gêmea má e os romances são apenas panos de fundo para a trama principal que vai envolvendo a maioria das famílias na prostituição.

- Família de Paula: a mãe de criação era cafetina na Bahia e a gêmea Taís não hesita em vender seus serviços por 5 milhões;

- Família de Otávio: o empresário mantém Bebel, uma prostituta exclusiva e a mãe Marion atua como cafetina de elite, agenciando companhias para executivos que lhes pagam em dinheiro ou caixas de bebidas finas;

- Família de Neli: no passado namorou homem que se tornou cafetão e agora a filha Joana, desiludida com ex-namorado que era garoto de programa e estelionatário, descobre que o cafetão de Bebel é seu pai biológico e tentará ser garota de programa para agredir a mãe; do ponto de vista de Joana, a mãe também "vendeu" a outra filha, Camila ao genro rico;

- Família de Antenor: na imprensa já saiu que o segredo do seu passado e razão do ódio ao pai é que Belisário explorava sua mãe como prostituta!

Essa será a trama vendida no exterior em futuro breve? O Brasil como paraíso tropical da prostituição?

terça-feira, 24 de julho de 2007

Seguindo o Guia de Princípios

Segundo o blog Intermezzo,

A TV Cultura decidiu não veicular nem ceder imagens captadas ontem por sua equipe de reportagem, mostrando a seqüência da queda de uma suposta funcionária da TAM do alto do prédio da empresa, atingido por uma aeronave. A emissora considera que são imagens fortes, cuja divulgação não condiz com as normas que devem orientar a prática do Jornalismo Público. Conforme o Guia de Princípios do Jornalismo Público, “destacar só os desvãos mais sombrios dos fatos gera nas pessoas um entendimento fatalista do mundo, que deixa de ser um projeto humano, resultado da vontade dos homens, para se tornar uma sucessão de eventos inexoráveis sobre os quais nunca se pode interferir”.

Merchandising descontinuado

Recentemente eu me vi comentando sobre um merchandising sem sentido na novela das oito, da Rede Globo. Eu tinha razão que a docente esforçada não teria tempo de vender aqueles produtos de beleza (já citei a marca uma vez, e basta, pois não ganho nada para falar dela). Nunca mais ela apareceu vendendo nada!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Uma favela por R$ 3 milhões

A Rede Globo vai gastar R$ 3 milhões para construir uma cidade cenográfica que reproduzirá uma favela no Projac para a próxima novela das oito. A informação é do Blue Bus. Para a emissora, o alto investimento se justifica porque "será a 1ª novela em alta definição (HDTV)", o que exige amplitude horizontal do cenário.
Um dos leitores do site sugeriu que a Globo compre uma favela de verdade. Pelo menos os ex-moradores poderiam construir casas de verdade e o cenário seria realista.

Aterro em Nova Iguaçu

  • Hoje na Globo News uma matéria mostrou o Aterro Sanitário de Nova Iguaçu, considerado modelo, que tem contrato com uma empresa da Holanda para fornecimento de gás oriundo da queima do lixo. O contrato é estimado hoje em R$ 13 milhões.
  • O interessante é que o Protocolo de Kyoto exige que seja feita uma auditoria sobre os volumes de gases de diversos tipos que eles conseguiram evitar que fosse liberado no meio-ambiente. A auditoria é feita por um órgão da ONU, mas para garantir a transparência do processo, mesmo antes da auditoria oficial eles são auditados por uma empresa americana.
  • Ou seja, os EUA não assinam o Protocolo de Kyoto mas lucram com ele!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Merchandising na novela


Estou farta de merchandising da Natura na novela das 8. No começo até funcionava. Chamava a atenção, pois a nova carreira se consultora de beleza incorporava-se à realidade da personagem.
Mas ontem, não obstante a escolha de uma atriz talentosa e carismática (deve ser um requisito), foi incoerente.
Mãe de dona de albergue, professora dedicadíssima que mal tinha tempo de corrigir tantas provas... venderia Natura por que?
Apenas porque é legal ajudar as pessoas a se sentirem melhor consigo mesmas?
Acho que seria melhor ter esperado um pouco e optado pela personagem recém-separada do marido que, pelo menos encontraria um estímulo para reconstruir a vida com independência, tornar-se mais auto-confiante e amadurecer. Mas talvez ela seja um pouco - ou um bocado, para outros - chata.
Ou talvez tenham feito uma discussão em grupo para avaliar qual a melhor personagem para representar a Natura. Bem, nesse caso sou voto perdido.
Espero que ninguém pinte as paredes do apartamento, nem vá tirar dinheiro no caixa eletrônico. Aí também vai ser demais.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Decepção nos melhores momentos do Prêmio TIM


No domingo a Rede Globo transmitiu os melhores momentos do Prêmio TIM de Música, que esse ano homenageou Zé Kéti.
Não é a primeira transmissão de um compacto de premiação que assisto e que me dá a sensação de que isso é feito por obrigação, faltando muito com o respeito ao telespectador.
Mas a responsabilidade nesse caso pode ser da patrocinadora do Prêmio, que deve estar pagando pelo espaço.
É certo que se trata de um compacto, mas mostrar apenas os vencedores, sem citar ainda que rapidamente os concorrentes é omitir uma informação relevante para o público e desmerecer os participantes. Uma simples lista na telinha resolveria a questão, enquanto se anuncia o(a) vencedor(a).
É claro que o ideal seria que o compacto não fosse tão compacto, pois o público perde a oportunidade de conhecer brevemente alguns concorrentes que ainda não são famosos mas mostraram seu valor para ter sido selecionados para a competição.
Parece ser o caso de Patricia Mellody, cantora piauiense (nascida no Rio de Janeiro, de pais do Piauí), que concorria na categoria Melhor Cantora em Canção Popular, na qual a vencedora foi a veterana Joanna.
Mas vemos que mesmo na Internet, onde não há problema de tempo de transmissão, só aparece a lista dos vencedores. No O Globo Online, por exemplo.

A cobertura entra para a história, portanto, como sinônimo da própria história, na qual geralmente só aparecem os vencedores.

Quem quiser saber mais, pesquise na Internet sobre o Prêmio da TIM.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Rede Blue Bus... plim plim


Até o site Blue Bus, dirigido para o mercado publicitário, parece ter se tornado refém do esquema Globo-BBB-celebridades internacionais, parecendo mais um site de fofocas desse gênero. Sim, eu leio esse tipo de site para relaxar, mas quando vou ler o Blue Bus (e sou leitora há bons anos) espero outro tipo de conteúdo e de abordagem.
Na edição de 19/04, estiveram em destaque:
  • Sugestões para o Alemão para que os brasileiros também possam imitar
  • E Grazi será Fatima Bernardes no Casseta & Planeta
  • Pulôver que o Alemão usou na entrevista a Gabi sumiu logo das prateleiras

domingo, 11 de março de 2007

Início de novela global...

  • Os blocos são longos
  • Os créditos aparecem completos no final do capítulo
  • Não há nenhum merchandising (ao contrário do último capítulo que na última novela das 8 chegou a ter 40 anunciantes na exibição de 6a feira)
  • Toca apenas uma mesma música no fim de cada capítulo (talvez a trilha sonora não esteja pronta)

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Gafe no programa do Faustão

Esse domingo no programa do Faustão, a assistente de palco leu seu texto com toda firmeza, que era mais ou menos assim:
"Estréia o filme Antônia, baseado na minissérie que fez sucesso..."
É isso mesmo, disse Faustão, filme da grande Tata Amaral.

Tata deve ter escutado (se estava assistindo) com espanto: afinal, primeiro ela fez o filme e depois veio o convite da Rede Globo para a produção da minissérie que na telinha ganhou vários diretores, entre eles a própria Tata Amaral.

A estréia do filme já estava prevista para depois da minissérie. Mas o padrão Globo de qualidade deixou escapar um texto errado que o coloca justamente como o precursor da obra cinematográfica "Antônia", ao lado das séries humorísticas Casseta&Planeta, Os Normais e, em breve, A Grande Família.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

BBB

Resoluções de Ano Novo:
(ou Pequeno Manual do BBB)
  • Não assistir o Big Brother Brasil
  • Não assistir o BBB nenhum dia
  • Não assistir nenhum pedaço do BBB
  • Mudar de canal na hora da propaganda do BBB
  • Mudar de canal na hora em que ouvir a voz do Pedro Bial
  • Não saber nem mesmo o nome dos participantes
  • Não saber que dia é o paredão
  • Quando ler sites sobre TV, pular qualquer chamada sobre o BBB
  • Não ler nada mesmo que seja sobre o BBB de outro país
  • Quando alguém comentar sobre o BBB demonstrar total ignorância
  • Não me irritar com as constatações cada vez mais sem disfarce do jogo de cartas marcads
  • Parar totalmente de pensar, falar ou escrever sobre o BBB